9.11.09

No futebol, Zidane, Maldini e Zico têm a admiração de Ronaldo


Atacante do Timãos indica francês como melhor jogador com quem atuou, italiano como zagueiro mais difícil que enfrentou e Galinho como ídolo

GLOBOESPORTE.COMSão Paulo


Ampliar FotoAgência/EFE

Ronaldo e Zidane durante entrevista em 2008

Alguns dos torcedores do Corinthianstiveram o privilégio de fazer algo que muito jornalista jamais fez na carreira: entrevistar o ídolo Ronaldo. O site oficial do clube selecionou algumas perguntas que foram enviadas por corintianos. Entre elas, o Fenômeno indicou algumas referências de sua carreira, como ídolo, o melhor jogador que enfrentou e o melhor também com quem jogou junto.

Ronaldo também voltou a falar sobre a Copa do Mundo do ano que vem e onde gostaria de se aposentar: 'Vou terminar a carreira aqui no Corinthians', afirmou.

Confira a entrevista completa:

O que sentiu quando foi convocado pela seleção brasileira pela primeira vez? E quando foi escolhido o melhor jogador do mundo?
Não sei se é possível comparar as duas coisas e já faz bastante tempo da primeira, também. Mas a gente fica muito orgulhoso quando consegue chegar a pontos que sempre sonhou na carreira. Jogar na seleção era uma baita sonho quando comecei e depois ser o melhor do mundo era um sonho também.

Ainda sente vontade de jogar na seleção assim como na primeira vez em que foi chamado?
Claro, jogar na seleção do seu país é uma honra muito grande. É o sonho de todo menino e, quando você realiza, essa vontade só aumenta.

Você se vê na seleção em 2010?
É cedo para falar. Acho que vai depender bastante do primeiro semestre que eu conseguir fazer pelo Corinthians. O Dunga tem vários grandes jogadores para escolher e eu preciso jogar bem aqui se quiser estar lá.

Você ainda tem algum sonho que não foi realizado?
Todo mundo tem sonhos a realizar na vida. Profissionalmente, eu conquistei muita coisa, mas ainda tem bastante coisa a ser feita na vida. Tanto profissional, como pessoalmente.

O que acha da adequação do calendário brasileiro ao europeu?
Temos que pensar com calma. Pode ser uma boa saída, mas será que seremos a favor de termos jogos e treinos entre o Natal e o Ano Novo? Além disso, lá eles param de jogar no verão, aqui a gente teria que atuar nessa estação. Acho que precisa ser pensado com calma.

Como é sentir o calor da torcida quando você está em campo? A torcida no Brasil é diferente da europeia?
É muito diferente. Lá os torcedores acompanham mais como se estivessem em um show. Aqui, não. A torcida participa muito do jogo, grita, vibra, empurra o time. A torcida do Corinthians ainda mais. É só tomar um gol que ela passa a cantar ainda mais forte.

Na sua opinião, torcida ganha jogo?
Não sei. Acho que a responsabilidade de vencer os jogos é mesmo dos jogadores, dentro do campo. São eles que definem as partidas, mas acho que a torcida ajuda muito.

Quais as vantagens e desvantagens de morar e jogar no Brasil em relação aos países da Europa?
São realidades completamente diferentes. O Brasil é muito maior que os países da Europa, se leva mais tempo viajando aqui dentro do que entre países lá. O futebol ainda não é tão organizado, os gramados precisam melhorar. Mas gosto bastante de jogar aqui. Estou adorando voltar a viver no Brasil.

O que achou da estrutura do futebol brasileiro em sua volta ao país?
Melhorou bastante se for comparada à estrutura que tínhamos aqui quando saí. Mas ainda precisamos melhorar em bastante coisa, principalmente qualidade dos gramados.

Como você lida com a fama e com o assédio da imprensa?
Acho que existe uma parte do meu trabalho que é de interesse do grande público e eu respeito isso. Mas tem também uma outra parte que só diz respeito a mim, que é minha vida pessoal.


Qual o seu jogo inesquecível?
São vários, mas se eu fosse escolher um, talvez fosse a final da Copa de 2002, contra a Alemanha.

Qual o jogo mais difícil de sua vida?
Difícil falar assim. São vários...

Qual título foi mais marcante em sua carreira?
A Copa do Mundo de 2002, com certeza.

Qual foi o melhor zagueiro que você já enfrentou?
Maldini. Era um jogador fantástico, que depois foi meu companheiro no Milan e se mostrou uma pessoa incrível também.

Qual o seu maior ídolo no futebol, aquele em que você se inspirou quando começou a jogar?
O Zico sem dúvida. Desde pequeno eu o via jogar, fazer gols, dar lançamentos, bater faltas e achava aquilo fantástico. Foi o meu ídolo quando criança.

Qual foi o melhor jogador com o qual já atuou? E, se pudesse escolher, com qual gostaria de ter jogado?
O Zidane. Era um gênio, um amigo incrível, uma grande pessoa. E como jogador ele era muito bom. Inteligente, com uma visão de jogo fantástica.

Qual o diferencial do jogador brasileiro para os demais?
A qualidade técnica. Os brasileiros aprendem a jogar, na maioria das vezes, na rua ou em gramados muito ruins. Isso faz com que eles tenham muita facilidade de dominar a bola, driblar.

Além do projeto que o Corinthians tinha, o mais te influenciou na escolha do clube?
Sem dúvida, o tamanho da torcida. Sempre via de longe a torcida do Corinthians e achava ela diferente das outras.

Sonha em terminar a carreira em algum clube específico?
Não sonho, não. Vou terminar a carreira aqui no Corinthians.

9.11.09

No futebol, Zidane, Maldini e Zico têm a admiração de Ronaldo

Atacante do Timãos indica francês como melhor jogador com quem atuou, italiano como zagueiro mais difícil que enfrentou e Galinho como ídolo

GLOBOESPORTE.COMSão Paulo


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Ronaldo e Zidane durante entrevista em 2008

Alguns dos torcedores do Corinthianstiveram o privilégio de fazer algo que muito jornalista jamais fez na carreira: entrevistar o ídolo Ronaldo. O site oficial do clube selecionou algumas perguntas que foram enviadas por corintianos. Entre elas, o Fenômeno indicou algumas referências de sua carreira, como ídolo, o melhor jogador que enfrentou e o melhor também com quem jogou junto.

Ronaldo também voltou a falar sobre a Copa do Mundo do ano que vem e onde gostaria de se aposentar: 'Vou terminar a carreira aqui no Corinthians', afirmou.

Confira a entrevista completa:

O que sentiu quando foi convocado pela seleção brasileira pela primeira vez? E quando foi escolhido o melhor jogador do mundo?
Não sei se é possível comparar as duas coisas e já faz bastante tempo da primeira, também. Mas a gente fica muito orgulhoso quando consegue chegar a pontos que sempre sonhou na carreira. Jogar na seleção era uma baita sonho quando comecei e depois ser o melhor do mundo era um sonho também.

Ainda sente vontade de jogar na seleção assim como na primeira vez em que foi chamado?
Claro, jogar na seleção do seu país é uma honra muito grande. É o sonho de todo menino e, quando você realiza, essa vontade só aumenta.

Você se vê na seleção em 2010?
É cedo para falar. Acho que vai depender bastante do primeiro semestre que eu conseguir fazer pelo Corinthians. O Dunga tem vários grandes jogadores para escolher e eu preciso jogar bem aqui se quiser estar lá.

Você ainda tem algum sonho que não foi realizado?
Todo mundo tem sonhos a realizar na vida. Profissionalmente, eu conquistei muita coisa, mas ainda tem bastante coisa a ser feita na vida. Tanto profissional, como pessoalmente.

O que acha da adequação do calendário brasileiro ao europeu?
Temos que pensar com calma. Pode ser uma boa saída, mas será que seremos a favor de termos jogos e treinos entre o Natal e o Ano Novo? Além disso, lá eles param de jogar no verão, aqui a gente teria que atuar nessa estação. Acho que precisa ser pensado com calma.

Como é sentir o calor da torcida quando você está em campo? A torcida no Brasil é diferente da europeia?
É muito diferente. Lá os torcedores acompanham mais como se estivessem em um show. Aqui, não. A torcida participa muito do jogo, grita, vibra, empurra o time. A torcida do Corinthians ainda mais. É só tomar um gol que ela passa a cantar ainda mais forte.

Na sua opinião, torcida ganha jogo?
Não sei. Acho que a responsabilidade de vencer os jogos é mesmo dos jogadores, dentro do campo. São eles que definem as partidas, mas acho que a torcida ajuda muito.

Quais as vantagens e desvantagens de morar e jogar no Brasil em relação aos países da Europa?
São realidades completamente diferentes. O Brasil é muito maior que os países da Europa, se leva mais tempo viajando aqui dentro do que entre países lá. O futebol ainda não é tão organizado, os gramados precisam melhorar. Mas gosto bastante de jogar aqui. Estou adorando voltar a viver no Brasil.

O que achou da estrutura do futebol brasileiro em sua volta ao país?
Melhorou bastante se for comparada à estrutura que tínhamos aqui quando saí. Mas ainda precisamos melhorar em bastante coisa, principalmente qualidade dos gramados.

Como você lida com a fama e com o assédio da imprensa?
Acho que existe uma parte do meu trabalho que é de interesse do grande público e eu respeito isso. Mas tem também uma outra parte que só diz respeito a mim, que é minha vida pessoal.


Qual o seu jogo inesquecível?
São vários, mas se eu fosse escolher um, talvez fosse a final da Copa de 2002, contra a Alemanha.

Qual o jogo mais difícil de sua vida?
Difícil falar assim. São vários...

Qual título foi mais marcante em sua carreira?
A Copa do Mundo de 2002, com certeza.

Qual foi o melhor zagueiro que você já enfrentou?
Maldini. Era um jogador fantástico, que depois foi meu companheiro no Milan e se mostrou uma pessoa incrível também.

Qual o seu maior ídolo no futebol, aquele em que você se inspirou quando começou a jogar?
O Zico sem dúvida. Desde pequeno eu o via jogar, fazer gols, dar lançamentos, bater faltas e achava aquilo fantástico. Foi o meu ídolo quando criança.

Qual foi o melhor jogador com o qual já atuou? E, se pudesse escolher, com qual gostaria de ter jogado?
O Zidane. Era um gênio, um amigo incrível, uma grande pessoa. E como jogador ele era muito bom. Inteligente, com uma visão de jogo fantástica.

Qual o diferencial do jogador brasileiro para os demais?
A qualidade técnica. Os brasileiros aprendem a jogar, na maioria das vezes, na rua ou em gramados muito ruins. Isso faz com que eles tenham muita facilidade de dominar a bola, driblar.

Além do projeto que o Corinthians tinha, o mais te influenciou na escolha do clube?
Sem dúvida, o tamanho da torcida. Sempre via de longe a torcida do Corinthians e achava ela diferente das outras.

Sonha em terminar a carreira em algum clube específico?
Não sonho, não. Vou terminar a carreira aqui no Corinthians.

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