10.7.09


Dilma não tinha senha para mudar currículo, diz Casa Civil

10 de julho de 2009 • 18h42 • atualizado às 18h50

A Casa Civil divulgou nota nesta sexta-feira informando que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, "jamais incluiu ou autorizou a inclusão de seu currículo na Plataforma Lattes". Segundo o assessor especial da Casa Civil Oswaldo Buarim Jr, a ministra sequer tinha uma senha para alterar os dados.

"Uma demonstração de que ela não tinha a senha para atualizar o currículo é que ele nunca foi atualizado, salvo na última semana, quando, a pedido da assessoria, foi gerada uma nova senha, após tomarmos conhecimento de que havia erro", afirmou o assessor.

A divergência em relação ao currículo da ministra surgiu após reportagem publicada pela revista Piauí, que constatou, por meio da verificação do arquivo morto da universidade, que Dilma chegou a se matricular no curso de doutorado, em 1998, mas o abandonou em 2004.

Mesmo assim, na Plataforma Lattes, base de dados de currículos e instituições, Dilma se identifica como mestra em Ciências Econômicas, pela Unicamp, com título obtido em 1979, e informa que começou, em 1998, doutorado em Ciências Sociais Aplicadas.

Segundo a nota, Dilma só descobriu que seu currículo estava no sistema após a divulgação da imprensa de que haveria um erro no mesmo. "Nota divulgada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), informa que a Fundação de Economia e Estatística (FEE-RS) registrou, em 26 de maio de 2000, o grupo de pesquisa "Estado e Setor Financeiro" no Diretório de Pesquisas daquela entidade. Entre os pesquisadores registrados neste grupo constava o nome de Dilma Vana Roussef", explica a Casa Civil.

De acordo com o texto, para que um grupo de estudo seja reconhecido pelo CNPq, todos os seus membros devem ter currículo cadastrado na plataforma Lattes. "Ocorre que, quando a FEE registrou o grupo de pesquisa, a ministra Dilma Roussef já tinha se afastado daquela fundação - inicialmente, em 1998, para ingressar no curso de doutorado da Unicamp, em Campinas, e posteriormente, em 1999, para assumir o cargo de secretária estadual de Minas e Energia do Estado do Rio Grande do Sul, permanecendo nesta função até 2002."

A Universidade de Campinas (Unicamp) também esclareceu, em nota, que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi aluna dos programas de mestrado e doutorado da universidade, mas não concluiu a elaboração e a defesa de teses nos cursos, necessários para a obtenção dos títulos de mestre e doutor. Anteriormente, a universidade havia informado que Dilma não havia sido sequer matriculada no mestrado.


POR TERRA

10.7.09

Dilma não tinha senha para mudar currículo, diz Casa Civil

10 de julho de 2009 • 18h42 • atualizado às 18h50

A Casa Civil divulgou nota nesta sexta-feira informando que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, "jamais incluiu ou autorizou a inclusão de seu currículo na Plataforma Lattes". Segundo o assessor especial da Casa Civil Oswaldo Buarim Jr, a ministra sequer tinha uma senha para alterar os dados.

"Uma demonstração de que ela não tinha a senha para atualizar o currículo é que ele nunca foi atualizado, salvo na última semana, quando, a pedido da assessoria, foi gerada uma nova senha, após tomarmos conhecimento de que havia erro", afirmou o assessor.

A divergência em relação ao currículo da ministra surgiu após reportagem publicada pela revista Piauí, que constatou, por meio da verificação do arquivo morto da universidade, que Dilma chegou a se matricular no curso de doutorado, em 1998, mas o abandonou em 2004.

Mesmo assim, na Plataforma Lattes, base de dados de currículos e instituições, Dilma se identifica como mestra em Ciências Econômicas, pela Unicamp, com título obtido em 1979, e informa que começou, em 1998, doutorado em Ciências Sociais Aplicadas.

Segundo a nota, Dilma só descobriu que seu currículo estava no sistema após a divulgação da imprensa de que haveria um erro no mesmo. "Nota divulgada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), informa que a Fundação de Economia e Estatística (FEE-RS) registrou, em 26 de maio de 2000, o grupo de pesquisa "Estado e Setor Financeiro" no Diretório de Pesquisas daquela entidade. Entre os pesquisadores registrados neste grupo constava o nome de Dilma Vana Roussef", explica a Casa Civil.

De acordo com o texto, para que um grupo de estudo seja reconhecido pelo CNPq, todos os seus membros devem ter currículo cadastrado na plataforma Lattes. "Ocorre que, quando a FEE registrou o grupo de pesquisa, a ministra Dilma Roussef já tinha se afastado daquela fundação - inicialmente, em 1998, para ingressar no curso de doutorado da Unicamp, em Campinas, e posteriormente, em 1999, para assumir o cargo de secretária estadual de Minas e Energia do Estado do Rio Grande do Sul, permanecendo nesta função até 2002."

A Universidade de Campinas (Unicamp) também esclareceu, em nota, que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi aluna dos programas de mestrado e doutorado da universidade, mas não concluiu a elaboração e a defesa de teses nos cursos, necessários para a obtenção dos títulos de mestre e doutor. Anteriormente, a universidade havia informado que Dilma não havia sido sequer matriculada no mestrado.


POR TERRA

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