2.10.09

EUA fecham 263 mil vagas e desemprego vai a 9,8% no país


Taxa de desemprego norte-americana é a maior desde 1983.
Dados foram divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA.

A economia norte-americana perdeu 263 mil empregos em setembro, o que elevou a taxa de desemprego do país a 9,8%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Departamento de Trabalho do país.

O resultado ficou bem acima do esperado por analistas, que projetavam um corte de 180 mil empregos no país. O departamento informou que a taxa de desemprego é a maior desde 1983. O índice cresceu nos últimos 21 meses.

Recessão

Desde o início da recessão norte-americana, em dezembro de 2007, a quantidade de pessoas em idade de trabalho sem emprego aumentou de 7,6 milhões para 15,1 milhões, segundo o departamento.

O órgão diz que, embora o corte de vagas tenha ficado mais brando nos últimos meses, a economia ainda não voltou a contratar de forma efetiva, o que significa que as empresas estão esperando por sinais mais fortes de recuperação econômica.


encerrada a transmissão de video ao vivo

Rio transforma o sonho olímpico em realidade e conquista os Jogos de 2016


Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, candidatura carioca supera as rivais Madri, Tóquio e Chicago na disputa em Copenhague

É impossível prever quais serão os maiores atletas do planeta daqui a sete anos. Possível, sim, é saber em que palco eles vão brilhar: o Rio de Janeiro. Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, os cariocas conquistaram em Copenhague o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Até a cerimônia de abertura no Maracanã, serão mais de 2.400 dias. Tempo de sobra para viver intensamente cada modalidade, moldar novos ídolos e, acima de tudo, deixar a cidade ainda mais maravilhosa. Superadas as rivais Madri, Tóquio e Chicago, finalmente dá para dizer com todas as letras: a bola está com o Rio.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Após duas tentativas frustradas, o Rio ganha o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos

Quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, abriu o envelope com os cinco anéis olímpicos e anunciou a vitória do Rio, foram duas explosões simultâneas de alegria. Na Praia de Copacabana, a multidão que aguardava o resultado soltou o grito e começou a comemorar sob uma chuva de papel picado. Dentro do Bella Center, os integrantes da delegação brasileira repetiram a festa de forma efusiva. Sem conter as lágrimas, Pelé comandava a celebração, abraçando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e os esportistas da comitiva. Entre gritos e abraços, difícil era encontrar no auditório um brasileiro que não estivesse chorando.

Enquanto isso, no Air Force One, Barack Obama já voltava para casa, com as mãos vazias e uma decepcionante eliminação na primeira rodada. A população japonesa, em sua maioria contra a candidatura, pôde festejar a saída na segunda fase. Madri surpreendeu e avançou à final, mas não conseguiu emplacar duas Olimpíadas seguidas na Europa. E a vitória brasileira sobre os espanhóis na última rodada veio com sobras: 66 votos contra 32.

Agência/Reuters

A comitiva brasileira vibra na hora do anúncio: festa verde-amarela no auditório em Copenhague

Na primeira fase, Chicago foi eliminada com apenas 18 votos. Madri liderou a primeira parcial, com 28, seguida por Rio (26) e Tóquio (22). A segunda etapa já teve o Rio bem na frente, com 46, contra 29 dos espanhóis e 20 dos japoneses, que saíram da briga.

O Brasil, que lutava há mais de uma década pelo direito de sediar os Jogos, ganhou a disputa na lágrima, da mesma forma como costuma festejar suas conquistas em cima do pódio em competições mundo afora. Com uma apresentação marcada pelo tom emotivo nesta sexta-feira, o Rio deu a cartada final para convencer os integrantes do Comitê Olímpico Internacional a plantar o movimento olímpico na América do Sul pela primeira vez. A estratégia funcionou bem.

A vitória, na verdade, começou bem antes disso. Após duas tentativas frustradas para as edições de 2004 e 2012, o projeto de 2016 teve o mérito de unir as três esferas de governo. Além disso, a comitiva incluiu não apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas um rol de astros esportivos como Pelé, Cesar Cielo, Guga e Torben Grael.

Ampliar FotoAgência/AFP

O presidente do Comitê Olímpico, Jacques Rogge, anuncia o Rio como cidade vencedora

Quando foram anunciadas as eliminações prematuras de Chicago e Tóquio, o Rio sabia que teria, na última rodada de votação, um adversário de peso. No relatório técnico do COI, Madri ficou à frente dos cariocas. Na hora da decisão, contudo, os votantes mudaram de opinião.

Quando o Brasil ainda estava na madrugada, começaram as apresentações.
A primeira cidade a falar para os integrantes do Comitê Olímpico foi Chicago. O presidente Barack Obama, que tinha chegado algumas horas antes, reforçou o discurso de “uma América de portas abertas para o mundo”. A apresentação foi pragmática e ainda passou por um momento de saia justa, quando o paquistanês Syed Shahid Ali, membro do COI, questionou a dificuldade que alguns estrangeiros têm para conseguir visto de entrada nos Estados Unidos. Enfático, Obama afirmou que acredita num país mais receptivo ao mundo. Mas não terá os Jogos de 2016 para provar a tese.

Na
apresentação de Tóquio, o premiê Yukio Hatoyama estava desconfortável por ter que discursar em inglês. Diante da preocupação do COI com o meio ambiente, os japoneses tentaram convencer os votantes de que poderiam fazer os Jogos mais ecológicos da história.

Agência/Reuters

Na Praia de Copacabana, milhares de cariocas estendem o bandeirão para festejar a vitória

O Brasil entrou em cena na terceira apresentação, batendo na tecla de que a América do Sul merecia a chance de, enfim, sediar o evento. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegou a citar o pré-sal como trunfo verde-amarelo. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes reforçaram o elo entre todas as esferas políticas. Mas foi a emoção que deu o tom dos discursos. A jovem Bárbara Leôncio, do atletismo, não conteve as lágrimas enquanto sua imagem aparecia no telão. E o presidente Lula resumiu o espírito da candidatura ao citar a paixão brasileira pelo esporte: “Chegou a hora.”
Madri veio em seguida e surpreendeu. A capital espanhola mostrou um projeto seguro e confiável, até em um de seus pontos fracos: o controle de doping - a comitiva levou a Copenhague uma carta com garantias da Agência Mundial Antidoping (Wada). Com 77% das instalações para 2016 já construídas, Madri apresentou uma candidatura de poucos riscos. “É a decisão segura”, afirmou o presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero.

Em vez da segurança espanhola, venceu a emoção brasileira. Até 2016.

FOTOS: sites espanhóis saúdam o Rio e dão adeus ao sonho olímpico de 2016


Capa do jornal 'Marca' na internet diz que decisão 'partiu o coração' do país


Reprodução/Jornal A Marca

Logo depois de o Comitê Olímpico Internacional anunciar o Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016, os principais jornais da Espanha demonstraram tristeza pela queda de Madri na última etapa da disputa. Com um tom mais dramático, o "Marca" deu adeus ao sonho olímpico, com o símbolo da campanha fazendo sinal negativo. Além disso, disse que o resultado deixou o país com o "coração quebrado"

Reprodução/AS.COM

O jornal "AS" preferiu um tom mais político e anunciou a derrota de Madri para o Rio.

Com chuva, Kovalainen é o melhor do dia de treinos livres em Suzuka


Finlandês voa no fim da primeira sessão. Barrichello fica nove posições à frente de Button, com muita água na pista à tarde

Agência
Heikki Kovalainen é o mais rápido de sexta em Suzuka

Em um dia atrapalhado pela chuva em Suzuka, Heikki Kovalainen foi o mais rápido da sexta-feira de treinos livres para o GP do Japão, antepenúltima prova da temporada, que será disputado no domingo. O finlandês da McLaren registrou seu melhor tempo com o cronômetro zerado no fim da primeira sessão, já que o excesso de água na pista à tarde (horário japonês) não deixou que os pilotos melhorassem as marcas obtidas de manhã no circuito.

Rubens Barrichello, da Brawn GP, terminou o primeiro duelo com Jenson Button do fim de semana em Suzuka na frente. O brasileiro marcou o nono tempo nesta sexta-feira de treinos livres, nove posições melhor que o companheiro de equipe e rival inglês, apenas o 18º. Ambos não entraram na pista na sessão da tarde, atingida por uma chuva torrencial. A equipe inglesa deixou seus dois pilotos nos boxes por precaução, já que o risco de aquaplanagem era alto.

O SporTV transmite o último treino livre nesta sexta-feira, às 23h (de Brasília). A Rede Globo mostra, ao vivo, a luta pela pole a partir das 2h, na madrugada de sexta para sábado. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

Agência
Rubens Barrichello fica nove posições à frente de Button

Kazuki Nakajima, piloto da casa, ficou com a segunda posição do dia, após uma excelente volta no fim do primeiro treino. O japonês da Williams teve seu tempo superado por 292 milésimos por Kovalainen e ficou em segundo nesta sexta-feira. Adrian Sutil, da Force India, melhor na parte da tarde, ficou em terceiro no geral, seguido por Giancarlo Fisichella, da Ferrari, em quarto, e Sebastien Buemi, da STR, em quinto.

Lewis Hamilton, da McLaren, vencedor da última corrida, em Cingapura, e que chegou a liderar o primeiro treino livre, fechou na sexta posição nesta sexta-feira. Fernando Alonso, que disputa sua antepenúltima prova pela Renault neste fim de semana, ficou em sétimo.


Confira os melhores tempos da sexta-feira em Suzuka:

1 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) - 1m40s356 (24 voltas)
2 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) - 1m40s648 (26)
3 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m40s806 (19)
4 - Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari) - 1m40s985 (32)
5 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m41s421 (35)
6 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m41s443 (20)
7 - Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1m41s532 (27)
8 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1m41s577 (30)
9 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn-Mercedes) - 1m41s821 (18)
10 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1m42s188 (20)
11 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m42s332 (25)
12 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - 1m42s475 (20)
13 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1m42s657 (20)
14 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m42s667 (38)
15 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1m42s833 (22)
16 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1m42s977 (24)
17 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m43s218 (17)
18 - Jenson Button (ING/Brawn-Mercedes) - 1m43s318 (17)
19 - Kamui Kobayashi (JAP/Toyota) - 1m43s407 (23)
20 - Romain Grosjean (FRA/Renault) - 1m43s572 (28)

Russos deixam Maxi com um pé atrás sobre permanência no Grêmio


Argentino ainda não dá como certa a renovação contratual com o clube gaúcho, que tem preferência de compra junto ao FC Moscou


Rafael Pfeiffer/Divulgação

Maxi Lopéz não sabe se ficará no Grêmio

A diretoria do Grêmio tem mais convicção na permanência de Maxi López do que o próprio jogador. O contrato do argentino termina no fim do ano, e a prioridade de compra é do Tricolor. A diretoria azul precisa pagar R$ 3,8 milhões ao atleta, que terá que bancar R$ 1,8 milhão ao FC Moscou. O problema é que o centroavante tem um pé atrás com as negociações envolvendo os russos.

- Primeiro tem que conversar com os russos. Eles são f.... Tem que ter um papo com eles. Os russos mudam o tempo todo – disse Maxi.

O jogador afirma que pretende seguir no clube gaúcho, que já manifestou o desejo de contar com ele em 2010. Maxi, mesmo reticente, confia em um final feliz.

- Minha experiência com os russos é de que um dia está tudo bem e no outro não. Depende de como acordam. Mas tudo vai acabar certinho – comentou o argentino.

O jogador se mostra satisfeito com o interesse manifestado pelo Grêmio. Ele espera retribuir o incentivo com gols.

- Essa confiança da diretoria é muito importante. Estou feliz, porque é um apoio. Isso é fundamental. Um centroavante precisa fazer gols sempre e render. Retribui-se a confiança com gols. Estou tranquilo. Não falamos nada ainda, mas sei que o Grêmio está tentando que eu fique para a próxima temporada.

O assédio dos europeus por Maxi pode representar um perigo para o Grêmio. No meio do ano, o Werder Bremen, da Alemanha, tentou contratá-lo, mas não levou. Novas propostas devem surgir em janeiro. Até lá, a diretoria tricolor buscará investidores para bancar o valor da contratação do atleta.

2.10.09

EUA fecham 263 mil vagas e desemprego vai a 9,8% no país

Taxa de desemprego norte-americana é a maior desde 1983.
Dados foram divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA.


A economia norte-americana perdeu 263 mil empregos em setembro, o que elevou a taxa de desemprego do país a 9,8%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Departamento de Trabalho do país.

O resultado ficou bem acima do esperado por analistas, que projetavam um corte de 180 mil empregos no país. O departamento informou que a taxa de desemprego é a maior desde 1983. O índice cresceu nos últimos 21 meses.

Recessão

Desde o início da recessão norte-americana, em dezembro de 2007, a quantidade de pessoas em idade de trabalho sem emprego aumentou de 7,6 milhões para 15,1 milhões, segundo o departamento.

O órgão diz que, embora o corte de vagas tenha ficado mais brando nos últimos meses, a economia ainda não voltou a contratar de forma efetiva, o que significa que as empresas estão esperando por sinais mais fortes de recuperação econômica.

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encerrada a transmissão de video ao vivo

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Rio transforma o sonho olímpico em realidade e conquista os Jogos de 2016

Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, candidatura carioca supera as rivais Madri, Tóquio e Chicago na disputa em Copenhague


É impossível prever quais serão os maiores atletas do planeta daqui a sete anos. Possível, sim, é saber em que palco eles vão brilhar: o Rio de Janeiro. Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, os cariocas conquistaram em Copenhague o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Até a cerimônia de abertura no Maracanã, serão mais de 2.400 dias. Tempo de sobra para viver intensamente cada modalidade, moldar novos ídolos e, acima de tudo, deixar a cidade ainda mais maravilhosa. Superadas as rivais Madri, Tóquio e Chicago, finalmente dá para dizer com todas as letras: a bola está com o Rio.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Após duas tentativas frustradas, o Rio ganha o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos

Quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, abriu o envelope com os cinco anéis olímpicos e anunciou a vitória do Rio, foram duas explosões simultâneas de alegria. Na Praia de Copacabana, a multidão que aguardava o resultado soltou o grito e começou a comemorar sob uma chuva de papel picado. Dentro do Bella Center, os integrantes da delegação brasileira repetiram a festa de forma efusiva. Sem conter as lágrimas, Pelé comandava a celebração, abraçando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e os esportistas da comitiva. Entre gritos e abraços, difícil era encontrar no auditório um brasileiro que não estivesse chorando.

Enquanto isso, no Air Force One, Barack Obama já voltava para casa, com as mãos vazias e uma decepcionante eliminação na primeira rodada. A população japonesa, em sua maioria contra a candidatura, pôde festejar a saída na segunda fase. Madri surpreendeu e avançou à final, mas não conseguiu emplacar duas Olimpíadas seguidas na Europa. E a vitória brasileira sobre os espanhóis na última rodada veio com sobras: 66 votos contra 32.

Agência/Reuters

A comitiva brasileira vibra na hora do anúncio: festa verde-amarela no auditório em Copenhague

Na primeira fase, Chicago foi eliminada com apenas 18 votos. Madri liderou a primeira parcial, com 28, seguida por Rio (26) e Tóquio (22). A segunda etapa já teve o Rio bem na frente, com 46, contra 29 dos espanhóis e 20 dos japoneses, que saíram da briga.

O Brasil, que lutava há mais de uma década pelo direito de sediar os Jogos, ganhou a disputa na lágrima, da mesma forma como costuma festejar suas conquistas em cima do pódio em competições mundo afora. Com uma apresentação marcada pelo tom emotivo nesta sexta-feira, o Rio deu a cartada final para convencer os integrantes do Comitê Olímpico Internacional a plantar o movimento olímpico na América do Sul pela primeira vez. A estratégia funcionou bem.

A vitória, na verdade, começou bem antes disso. Após duas tentativas frustradas para as edições de 2004 e 2012, o projeto de 2016 teve o mérito de unir as três esferas de governo. Além disso, a comitiva incluiu não apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas um rol de astros esportivos como Pelé, Cesar Cielo, Guga e Torben Grael.

Ampliar FotoAgência/AFP

O presidente do Comitê Olímpico, Jacques Rogge, anuncia o Rio como cidade vencedora

Quando foram anunciadas as eliminações prematuras de Chicago e Tóquio, o Rio sabia que teria, na última rodada de votação, um adversário de peso. No relatório técnico do COI, Madri ficou à frente dos cariocas. Na hora da decisão, contudo, os votantes mudaram de opinião.

Quando o Brasil ainda estava na madrugada, começaram as apresentações.
A primeira cidade a falar para os integrantes do Comitê Olímpico foi Chicago. O presidente Barack Obama, que tinha chegado algumas horas antes, reforçou o discurso de “uma América de portas abertas para o mundo”. A apresentação foi pragmática e ainda passou por um momento de saia justa, quando o paquistanês Syed Shahid Ali, membro do COI, questionou a dificuldade que alguns estrangeiros têm para conseguir visto de entrada nos Estados Unidos. Enfático, Obama afirmou que acredita num país mais receptivo ao mundo. Mas não terá os Jogos de 2016 para provar a tese.

Na
apresentação de Tóquio, o premiê Yukio Hatoyama estava desconfortável por ter que discursar em inglês. Diante da preocupação do COI com o meio ambiente, os japoneses tentaram convencer os votantes de que poderiam fazer os Jogos mais ecológicos da história.

Agência/Reuters

Na Praia de Copacabana, milhares de cariocas estendem o bandeirão para festejar a vitória

O Brasil entrou em cena na terceira apresentação, batendo na tecla de que a América do Sul merecia a chance de, enfim, sediar o evento. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegou a citar o pré-sal como trunfo verde-amarelo. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes reforçaram o elo entre todas as esferas políticas. Mas foi a emoção que deu o tom dos discursos. A jovem Bárbara Leôncio, do atletismo, não conteve as lágrimas enquanto sua imagem aparecia no telão. E o presidente Lula resumiu o espírito da candidatura ao citar a paixão brasileira pelo esporte: “Chegou a hora.”
Madri veio em seguida e surpreendeu. A capital espanhola mostrou um projeto seguro e confiável, até em um de seus pontos fracos: o controle de doping - a comitiva levou a Copenhague uma carta com garantias da Agência Mundial Antidoping (Wada). Com 77% das instalações para 2016 já construídas, Madri apresentou uma candidatura de poucos riscos. “É a decisão segura”, afirmou o presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero.

Em vez da segurança espanhola, venceu a emoção brasileira. Até 2016.

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FOTOS: sites espanhóis saúdam o Rio e dão adeus ao sonho olímpico de 2016

Capa do jornal 'Marca' na internet diz que decisão 'partiu o coração' do país



Reprodução/Jornal A Marca

Logo depois de o Comitê Olímpico Internacional anunciar o Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016, os principais jornais da Espanha demonstraram tristeza pela queda de Madri na última etapa da disputa. Com um tom mais dramático, o "Marca" deu adeus ao sonho olímpico, com o símbolo da campanha fazendo sinal negativo. Além disso, disse que o resultado deixou o país com o "coração quebrado"

Reprodução/AS.COM

O jornal "AS" preferiu um tom mais político e anunciou a derrota de Madri para o Rio.

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Com chuva, Kovalainen é o melhor do dia de treinos livres em Suzuka

Finlandês voa no fim da primeira sessão. Barrichello fica nove posições à frente de Button, com muita água na pista à tarde

Agência
Heikki Kovalainen é o mais rápido de sexta em Suzuka

Em um dia atrapalhado pela chuva em Suzuka, Heikki Kovalainen foi o mais rápido da sexta-feira de treinos livres para o GP do Japão, antepenúltima prova da temporada, que será disputado no domingo. O finlandês da McLaren registrou seu melhor tempo com o cronômetro zerado no fim da primeira sessão, já que o excesso de água na pista à tarde (horário japonês) não deixou que os pilotos melhorassem as marcas obtidas de manhã no circuito.

Rubens Barrichello, da Brawn GP, terminou o primeiro duelo com Jenson Button do fim de semana em Suzuka na frente. O brasileiro marcou o nono tempo nesta sexta-feira de treinos livres, nove posições melhor que o companheiro de equipe e rival inglês, apenas o 18º. Ambos não entraram na pista na sessão da tarde, atingida por uma chuva torrencial. A equipe inglesa deixou seus dois pilotos nos boxes por precaução, já que o risco de aquaplanagem era alto.

O SporTV transmite o último treino livre nesta sexta-feira, às 23h (de Brasília). A Rede Globo mostra, ao vivo, a luta pela pole a partir das 2h, na madrugada de sexta para sábado. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

Agência
Rubens Barrichello fica nove posições à frente de Button

Kazuki Nakajima, piloto da casa, ficou com a segunda posição do dia, após uma excelente volta no fim do primeiro treino. O japonês da Williams teve seu tempo superado por 292 milésimos por Kovalainen e ficou em segundo nesta sexta-feira. Adrian Sutil, da Force India, melhor na parte da tarde, ficou em terceiro no geral, seguido por Giancarlo Fisichella, da Ferrari, em quarto, e Sebastien Buemi, da STR, em quinto.

Lewis Hamilton, da McLaren, vencedor da última corrida, em Cingapura, e que chegou a liderar o primeiro treino livre, fechou na sexta posição nesta sexta-feira. Fernando Alonso, que disputa sua antepenúltima prova pela Renault neste fim de semana, ficou em sétimo.


Confira os melhores tempos da sexta-feira em Suzuka:

1 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) - 1m40s356 (24 voltas)
2 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) - 1m40s648 (26)
3 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m40s806 (19)
4 - Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari) - 1m40s985 (32)
5 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m41s421 (35)
6 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m41s443 (20)
7 - Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1m41s532 (27)
8 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1m41s577 (30)
9 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn-Mercedes) - 1m41s821 (18)
10 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1m42s188 (20)
11 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m42s332 (25)
12 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - 1m42s475 (20)
13 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1m42s657 (20)
14 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m42s667 (38)
15 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1m42s833 (22)
16 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1m42s977 (24)
17 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m43s218 (17)
18 - Jenson Button (ING/Brawn-Mercedes) - 1m43s318 (17)
19 - Kamui Kobayashi (JAP/Toyota) - 1m43s407 (23)
20 - Romain Grosjean (FRA/Renault) - 1m43s572 (28)

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Russos deixam Maxi com um pé atrás sobre permanência no Grêmio

Argentino ainda não dá como certa a renovação contratual com o clube gaúcho, que tem preferência de compra junto ao FC Moscou



Rafael Pfeiffer/Divulgação

Maxi Lopéz não sabe se ficará no Grêmio

A diretoria do Grêmio tem mais convicção na permanência de Maxi López do que o próprio jogador. O contrato do argentino termina no fim do ano, e a prioridade de compra é do Tricolor. A diretoria azul precisa pagar R$ 3,8 milhões ao atleta, que terá que bancar R$ 1,8 milhão ao FC Moscou. O problema é que o centroavante tem um pé atrás com as negociações envolvendo os russos.

- Primeiro tem que conversar com os russos. Eles são f.... Tem que ter um papo com eles. Os russos mudam o tempo todo – disse Maxi.

O jogador afirma que pretende seguir no clube gaúcho, que já manifestou o desejo de contar com ele em 2010. Maxi, mesmo reticente, confia em um final feliz.

- Minha experiência com os russos é de que um dia está tudo bem e no outro não. Depende de como acordam. Mas tudo vai acabar certinho – comentou o argentino.

O jogador se mostra satisfeito com o interesse manifestado pelo Grêmio. Ele espera retribuir o incentivo com gols.

- Essa confiança da diretoria é muito importante. Estou feliz, porque é um apoio. Isso é fundamental. Um centroavante precisa fazer gols sempre e render. Retribui-se a confiança com gols. Estou tranquilo. Não falamos nada ainda, mas sei que o Grêmio está tentando que eu fique para a próxima temporada.

O assédio dos europeus por Maxi pode representar um perigo para o Grêmio. No meio do ano, o Werder Bremen, da Alemanha, tentou contratá-lo, mas não levou. Novas propostas devem surgir em janeiro. Até lá, a diretoria tricolor buscará investidores para bancar o valor da contratação do atleta.

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